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21 Jul 2014

Mensagem de Gonçalo Amaral



Amigas, amigos,

Lendo as notícias acerca da última sessão do julgamento fico com a certeza que a grande maioria dos jornalistas desconhece o que ali se está a discutir, e não informaram de forma correta.

Sejamos claros. O que está em causa é saber:

- Se a escrita do meu livro “Maddie: A Verdade da Mentira” constituiu um acto lícito ou ilícito;

- Se os autores sofreram danos e se existem factos que os provem;

- Se é possível estabelecer um nexo de causalidade entre o livro e tais danos.

É isto que está em causa.

Quanto à licitude do livro, sugiro a quem tenha dúvidas que leia o acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa no âmbito da providência cautelar que precedeu a acção em causa. Na verdade, para os Ex.mos Senhores Desembargadores, como se pode concluir dessa decisão, a licitude da publicação do livro é incontestável.

Quero com isto dizer que, com esta comprovada licitude, o assunto deverá ficar por aqui, sem necessidade de se averiguar mais nada, nomeadamente no que respeita aos danos de que os autores se queixam.

Mas, note-se, mesmo que tal licitude ainda possa estar em causa, haverá, ainda, que estabelecer um nexo de causalidade entre a publicação e os danos de que os autores se queixam, tais como depressões profundas, isolamento social, etc… E, claro está, provar que tais danos, seja qual for a sua origem, existem de facto.

Quanto à parte social, parece-me óbvio, se atentarmos aos inúmeros eventos sociais em que os autores têm participado, incluindo, pasme-se, discursos no próprio Parlamento Britânico, entrevistas em programas como o Ophrah Winfrey, jantares de gala como as mais ilustres personalidades, nomeadamente britânicas, entre muitos outros, o dito afastamento social é totalmente falso.

Já quanto às depressões, embora, de forma alguma se encontrem provadas no processo, a meu ver, a verdade é que muito estranho seria se não existissem. O desaparecimento de uma filha, esteja morta ou viva, tenha sido ou não raptada, não pode deixar de originar enormes sequelas desse tipo. Muito estranho seria se tal não acontecesse! Mas a este respeito já não digo nada, na medida em que os autores parecem querer imputar-me a mim e ao meu livro todas as suas dores, como se o referido desaparecimento, acrescido da sua constituição como arguidos e demais circunstâncias que rodeiam o caso, só por si, não tivesse qualquer importância, ou não fossem mais do que suficientes!

Infelizmente, devido a manobras claramente dilatórias da parte dos autores, que obrigaram, mais uma vez, ao adiamento da audiência, receio que o processo se arraste – como eles claramente pretendem -, e não tenhamos sentença proximamente, como eu gostaria e pela qual anseio. Ainda para mais quando se iniciaram já as férias judiciais e, como a Ex.ma Sr.a Juiz bem explicou, com a entrada em vigor do novo mapa judiciário, em 1 de Setembro, a morosidade processual irá agravar-se consideravelmente.

Da minha parte, porém, mantém-se inabalável a confiança na justiça portuguesa.

Resta-me agradecer e reconhecer todo o apoio que tenho recebido, por parte de todos aqueles que acreditam na justiça e na verdade, sem o qual não me teria sido possível fazer face ao processo. Nem tampouco, levar-me a ponderar, como estou, intentar um processo contra o casal McCann e outros, com vista a ser ressarcido dos enormes prejuízos que já me causaram a todos os níveis, tais como morais, profissionais e financeiros.

Vai sendo tempo de reagir judicialmente contra todos aqueles que têm colocado em causa a minha, privacidade, intimidade, liberdade de expressão, opinião e condições de subsistência.

Tentaram assassinar-me civilmente, mas, graças ao apoio e solidariedade de todos vós, não conseguiram.

Muito Obrigado,

Lisboa 21 de Julho de 2014

Gonçalo Amaral


Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa: Providência Cautelar 14.10.2010



Texto integral do Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa que decidiu a extinção da providência cautelar interposta pelo casal McCann e seus filhos, que visava proibir a comercialização do livro "Maddie, A Verdade Da Mentira" no âmbito da acção movida pelos mesmos contra Gonçalo Amaral e outros.


4 Dec 2011

Nota de Agradecimento

Caros amigos,

O meu nome é Gonçalo Amaral. Fui coordenador de Investigação Criminal e sou o autor do livro “Maddie, A Verdade da Mentira”, escrito com o intuito de contribuir para a descoberta da verdade material e a realização da justiça, e na perspectiva de repor o meu bom nome aviltado na praça pública.

Este livro foi escrito no uso da plenitude dos meus direitos, tratando-se de uma opinião técnica e fundamentada em factos, indícios e acontecimentos constantes no processo de suporte à investigação do misterioso desaparecimento de Madeleine McCann.

Em Setembro do corrente ano foi interposta uma providência cautelar, sem audiência prévia do interessado, fundamentada em mentiras e interpretações abusivas das intenções que estiveram por detrás da criação daquela obra.

De forma a dificultar a defesa dos meus direitos foi igualmente interposto um pedido de indemnização no valor de 1.200.000 Euros, seguido do arresto de direitos e bens.

A estratégia daqueles que nos continuam a enxovalhar foi simples: cala-se o homem e fica o caminho aberto para influenciar atitudes e comportamentos, através da manipulação da opinião pública, a seu belo prazer. Está em curso uma campanha de descredibilização e de desinformação, ao mesmo tempo que nos tentam asfixiar financeiramente, de forma a ganharem na secretaria.

Não nos conformamos com a limitação dos nossos direitos fundamentais por decisões judiciais inconstitucionais que põem em causa o exercício da liberdade de expressão responsável.

Agradeço a todos aqueles que ao longo dos últimos anos me têm apoiado e que nos últimos dias assinaram as petições públicas, bem como aos que através de um esforço financeiro para o fundo de apoio recém criado e através de uma demonstração de solidariedade reforçaram a minha crença na defesa de valores que devem enformar as sociedades modernas e democráticas, a liberdade de expressão, a descoberta da verdade e a realização da justiça.

Da minha parte comprometo-me a dar corpo aos anseios de todos vós e a não desistir, apesar de estar em causa a sobrevivência da minha própria família; mas a defesa daqueles valores e princípios é essencial.

A todos, um sentido obrigado.

Portimão, 2009-12-03

Gonçalo Amaral


19 Oct 2010

McCann Book Ban Lifted - Freedom has returned to Portugal



O Tribunal da Relação de Lisboa revogou a providencia cautelar interposta pelo casal McCann contra o livro do ex coordenador da PJ Gonçalo Amaral, o Tribunal ordenou a imediata reposição do livro nos pontos de venda.

The Court of Appeal of Lisbon overturned the injunction filed by the McCann couple against the book written by the former PJ coordinator Gonçalo Amaral, the Court ordered the immediate replacement of the book at the usual sale points.

will be updated...


22 Feb 2010

"A Mordaça Inglesa": Sessões de apresentação da obra



Calendário de eventos para esta semana, com a presença de Gonçalo Amaral:

23.02.2010, terça-feira – Faro
Local: Biblioteca Municipal de Faro, pelas 18h00

24.02.2010, quarta-feira – Fafe
Local: Biblioteca Municipal de Fafe, pelas 21h00

25.02.2010, quinta-feira – Guarda
Local: Auditório da Guarda, pelas 21h00

26.02.2010, sexta-feira – Coimbra
Local: Clube Parque de Campismo, pelas 20h00

27.02.2010, sábado – Viseu
Local: Palácio do Gelo, pelas 17h00




«Surge da minha indignação perante o peso da censura a estilhaçar os direitos fundamentais do ser humano. Não desejo o papel de vitima mas recuso-me a ser submisso. E não posso silenciar ou deixar cair no esquecimento valores universais que conferem ao Homem a sua verdadeira dimensão. E é por isso que a minha indignação não deve ser solitária. A luta contra a censura é urgente e nasce da vontade de todos.

Mais do que um protesto de um homem amordaçado, pretendo, sobretudo, defender a liberdade de expressão com o direito de formular livre e responsavelmente pareceres, conceitos e convicções. A história de um livro proibida precisa de ser contada. Em nome da liberdade e da responsabilidade.»

Gonçalo Amaral, in 'A Mordaça Inglesa'


19 Feb 2010

Fnac Chiado: A Mordaça Inglesa - A História de um Livro Proibido

Hoje, às 18:30, apresentação do novo livro de Gonçalo Amaral, "A Mordaça Inglesa - A História de um Livro Proibido", na Fnac Chiado. Com a presença do autor, apresentação por Dr. Paulo Sargento.

Este livro surge da indignação do autor perante aquilo que considera ser "o peso da censura a estilhaçar os direitos fundamentais do ser humano."  Não querendo ser silenciado, nem deixar cair em esquecimento Gonçalo Amaral considera que a sua indignação não deve ser solitária, e por isso faz chegar até nós A Mordaça Inglesa, dando conta de tudo o que envolveu a publicação do livro polémico A verdade da mentira relativamente ao caso Maddie. Mais do que um protesto de um homem amordaçado, este livro pretende, de acordo com o autor, defender a liberdade de expressão como o direito de formular livre e responsavelmente pareceres, conceitos e convicções.

«Gonçalo Amaral não é um personagem. É o atrevimento da verdade. É o desafio da verdade. Mesmo que não a conheça totalmente. Ele sabe aquilo que mais ninguém sabe sobre os destinos ocultos de Maddie. E nem vale a pena tapar o sol com a peneira, pelos vistos a única obsessão dos pais da criança, pois como replicava invariavelmente Sherlock Holmes ao seu incontornável amigo Dr. Watson, o método dedutivo aplicado aos factos, desde que se entendam em conexão, torna-se elementar, mesmo para o mais estúpido dos seres vivos, que se a acção A produziu o resultado B, se o resultado B é coerente com a consequência C, logo A está relacionado com C. É elementar! Aristóteles formulou este raciocínio sob a forma de silogismos, Edmond Locard, pai da investigação criminal moderna, recuperou-o para se tornar instrumento de todas as polícias de investigação do mundo inteiro e os resultados estão aí. Até o CSI, escrito sob a forma de ficção do futuro, evoca Locard. É o verdadeiro Deus da investigação criminal. Sem excepções. Seja para a PJ portuguesa, seja para o FBI, seja para a Scotland Yard. Apenas existe uma excepção. Aplica-se a todos os casos criminais menos ao desaparecimento de Maddie. A excepção. A divina excepção que protege os pais para continuarem a farsa. Desde o início das investigações. Nada do que foi explicado pelos «detectives» avençados, nada do que tem a ver com a reconstituição de factos, mais ou menos provados, nada do que é avançado pelos «spin’s», jornalistas avençados, cadeias políticas de protecção, consegue resistir à implacável lógica probatória de Edmond Locard. O instrumento que Gonçalo Amaral utilizou. Nada lhe escapa. Nem a indignação «moral», nem a piedade pateta, nem a fé, nem a propaganda, nem qualquer providência cautelar, consegue espezinhar aquilo que a vida produz, enquanto vida, e Locard nunca deixou de ter razão. Assim como Gonçalo Amaral. Assim como todos os profissionais de polícia que sabem, que são competentes, que dominam as técnicas da investigação criminal.» Dr. Francisco Moita Flores in Prefácio (extracto)


quando: hoje, às 18:30
local: FNAC CHIADO, Armazéns do Chiado. Rua do Carmo, nº 2. 1200-094 Lisboa 

detalhes do livro: 
A Mordaça Inglesa
A história de um livro proibido
de Gonçalo Amaral
Edição/reimpressão: 2009
Editor: Editora Planeta
ISBN: 9789896570507


22 Jan 2010

O Estranho Caso McCann



por Aníbal Ferreira


Imagine você que era polícia há 30 anos e que investigava o desaparecimento de uma menina inglesa de nome Maddie McCann.

Imagine que todos os polícias, incluindo você, concluíam que a menina morrera e que os pais eram suspeitos de envolvimento na ocultação do cadáver.

Imagine que os pais da menina eram oficialmente declarados suspeitos e que a imprensa inglesa começava a chamar-lhe “bófia cretino”, “amador”, “corrupto”, “incapaz”, “incompetente” e “falhado”.

Imagine que a imprensa inglesa começava a propalar diariamente que você “montou o caso”, “inventou cenas”, “ignorou documentos cruciais”, “dificultou a investigação”, foi “tendencioso”, “cruel” e “mentiroso”.

Imagine que durante meses a fio a imprensa inglesa lhe chamava “saco de batatas”, “bêbado”, “torturador”, “estúpido”, “imbecil” e “infame”, repetindo 418 vezes que você era um “homem vergonhoso” e que a mãe dos seus filhos era uma “prostituta”.

Imagine que a direcção política da polícia não o defendia e que, pelo contrário, lhe retirava a investigação do caso, permitindo que a imprensa inglesa titulasse “Despedido!” e renovasse, com mais violência ainda, todos os ataques já desferidos.

Imagine que o Ministério Público declarava que o processo ficaria a aguardar a produção de melhor prova e que essa declaração era entendida em Inglaterra como uma “absolvição” dos pais da menina, dando origem a mais ataques da imprensa ao “bófia cretino”, “amador” e “corrupto” que “montou o caso”, “inventou cenas” e “ignorou documentos cruciais”.

Imaginou tudo isto? Pois bem, então responda: SE PUDESSE ESCREVER UM LIVRO EM DEFESA DO SEU BOM NOME, ESCREVIA-O?

Agora imagine que o livro era retirado do mercado por atentar contra o bom nome dos pais da menina...



9 Dec 2009

Gonçalo Amaral: "A Mordaça Inglesa" - Lançamento / Book Launch


«Gonçalo Amaral não é um personagem.
É o atrevimento da Verdade. É o desafio da Verdade.»

Francisco Moita Flores in Prefácio

O novo livro de Gonçalo Amaral, "A Mordaça Inglesa - A história de um livro proibido", será apresentado ao público pelo Professor José Adelino Maltez na próxima sexta-feira, dia 11 de Dezembro de 2009, pelas 18h30 na Livraria Ler Devagar - Lx Factory, em Lisboa.

Rua Rodrigues Faria 103, 1300 - 501
(antiga gráfica Mirandela em Alcântara)


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«Gonçalo Amaral is not a character.
He is the boldness of Truth. He is the challenge of Truth.»

Francisco Moita Flores in Preface

Gonçalo Amaral's new book, "The English Gag - The story of a forbidden book", will be publicly launched on Friday, the 11th of December, 2009, at the Ler Devagar - Lx Factory bookshop, in Lisbon, at 6.30 p.m.

With a preface by Francisco Moita Flores, the book will be presented by Professor José Adelino Maltez.