22 Dec 2009

'A Mordaça Inglesa' - Breve História



Esta é a história de um livro que nem sequer devia existir...

Desde a saída de Gonçalo Amaral da PJ, até ao lançamento de 'A Mordaça Inglesa', passando por um livro censurado e um vídeo maldito. Uma Verdade que incomoda, uma Justiça que tarda, mas não há-de faltar.

Este vídeo acompanhou a apresentação do novo livro de Gonçalo Amaral, 'A Mordaça Inglesa', em Portimão, no dia 21 de Dezembro de 2009.







O segmento 'PJGA' é da autoria de NC.

15 Dec 2009

Apelo: Cravos em Janeiro


No passado dia 11 de Dezembro, o Movimento Projecto Justiça Gonçalo Amaral defendeu a liberdade de expressão e apoiou o ex-inspector da Judiciária, Gonçalo Amaral, que viu, tal como todos os Portugueses, um livro seu ser censurado.

Apesar de ter sido a um dia de trabalho, bem cedo pela manhã, alguns populares não deixaram de comparecer junto ao Palácio da Justiça para manifestarem o seu apoio a Gonçalo Amaral e o seu protesto - diria até revolta - contra uma clara tentativa do casal McCann de amordaçar um cidadão português e de fazer regredir a liberdade de expressão e de imprensa para antes do 25 de Abril de '74, quando livros eram proibidos e as opiniões caladas à força.

Essa não é a herança que nos deixaram os que participaram na revolução dos cravos.

Essa não pode ser a herança que nós, filhos dos que fizeram a revolução, queremos deixar aos nossos filhos e netos.

A liberdade tem de ser conquistada e defendida, dia a dia.

Apoiem um Português e o seu direito de se expressar - que é o direito de todos nós.

Está em causa a liberdade conquistada em '74.

Marquem já na vossa agenda - 12, 13 e 14 de Janeiro - é a vossa oportunidade de se exprimirem; não deixem por mãos alheias o vosso direito de falar e pensar livremente!


Contactem o Movimento Projecto Justiça Gonçalo Amaral para mais detalhes.



13 Dec 2009

To Speak the Truth by Gonçalo Amaral



Two years ago a company of private detectives hired by the parents of the child who mysteriously disappeared in the Algarve, announced that the end of the drama was at hand. The child was about to be found and spend Christmas with her family. The desire of all those who wanted a happy ending was defrauded.

Today we discuss the opposition to an injunction that withdrew the fullness of freedom of expression fundamented on multiple stampedes on the truth. It is said in the injunction that a book written by me was to blame for the failure of the search for the missing child.

To Speak the truth would be to question the work of private detective firms, hired since the early days of the investigation, that could be considered disastrous.

To Speak the Truth mean to say that at the date of publication of the book, July 2008, the private detectives companies were already working on the case for many months.

To Speak the Truth would mean to say that at Christmas 2007 I was a policeman in service, calumniated and smeared by the support staff of the parents of missing child.

To Speak the Truth is to make clear that to restore the fullness of my freedom of expression I had to retire from the Judiciary Police, because only in that way I could defend myself.


in Correio da Manhã, Opinion column 'Matéria de Facto', 12 December 2009


Falar Verdade por Gonçalo Amaral



Há dois anos, em época natalícia, uma empresa de detectives privados, contratada pelos pais da criança misteriosamente desaparecida no Algarve, anunciava ao Mundo que o fim do drama estava próximo. A criança estaria prestes a ser encontrada e seguramente passaria o Natal com a família.

A esperança aumentou, mas os anseios e expectativas de todos aqueles que desejavam um desfecho feliz daquele drama foi defraudado.

Hoje discute-se a oposição a uma providência cautelar que nos retirou a plenitude da liberdade de expressão, fundamentada em vários atropelos da verdade. Dizem os requerentes de tal providência que um livro escrito por mim foi o culpado pelo insucesso das buscas pela criança desaparecida.

Falar verdade seria questionar o trabalho das diversas empresas de detectives privados, contratados desde os primeiros dias da investigação e que, no mínimo, se pode considerar desastroso.

Falar verdade seria dizer que à data da publicação de tal livro, em Julho de 2008, já as tais empresas de detectives trabalhavam no caso há largos meses.

Falar verdade seria dizer que no Natal de 2007, o signatário desta coluna, era um polícia no activo, enxovalhado e difamado pelo staff de apoio dos pais da criança desaparecida.

Falar verdade é esclarecer que para readquirir a plenitude da minha liberdade de expressão tive de me aposentar da Polícia Judiciária, porque só assim me poderia defender.